6.3.08

Convenção de Sintra II
Catarina e Patrícia, 7.º A

Os termos da Convenção de Sintra foram extremamente favoráveis aos franceses, apesar de terem sido derrotados em batalha. Os portugueses, postos de parte nas negociações, não aprovaram as condições acordadas na convenção, nomeadamente as que permitiam a saída das riquezas do país, sem hipótese de recuperá-las. Os protestos do general Bernardim Freire, que no dia 23 chegara ao Ramalhal, foram ignorados pelos generais ingleses. Também o governo de Londres não viu com bons olhos a saída de tanto ouro e prata que ajudaria a financiar os exércitos napoleónicos. Os três generais ingleses, Sir Hew, Sir Harry e o próprio Wellesley, acabaram por responder em tribunal pelos seus actos. As acusações contra Wellesley foram retiradas porque este se recusara, num primeiro momento, a assinar a Convenção, acabando por o fazer de modo a respeitar as ordens dos seus superiores. Após este julgamento, Wellington, o único general inglês vitorioso face às tropas napoleónicas (Sir Jonh Moore morrera na Corunha), consegue negociar um regresso ficando definitivamente no comando das operações.
Durante o mês de Setembro e princípios de Outubro ficou concluído o embarque das tropas francesas, após quase dez meses de ocupação.
Contudo, Napoleão preparava um exército de 200 mil homens para repor o domínio francês na Península Ibérica.